Três Estratégias do jogo War que usei no Marketing V4

Diga-me com quem tretas e te direi se tens estratégia ou não…

Por mais que soe simples, essa frase me parece o resumo de duas coisas que aprendi jogando War e que confirmei atuando no Marketing da V4 Company: confronto sem estratégia é perda de tempo e não existe ausência de confronto. Nunca.

Todo mundo – ou quase – conhece este jogo: estratégias, paciência, longas noites de jogo e por muitas vezes ninguém sai vencedor, pois todos desistem antes.

No jogo que imita de origem francesa a ideia é ir conquistando territórios derrotando o exército inimigo, e ir espalhando o seu próprio exército pelo tabuleiro.

Algo semelhante à Guerra Fria, eu diria. Todo mundo empurrando do seu lado, tentando sufocar o inimigo, ou, pelo menos, passar por cima dele e ir adiante mais rápido.

Bom, no marketing não é exatamente assim. Apesar de ser sócio de uma empresa que privilegia a meritocracia e a competição, tudo isso sempre acontece de forma sadia.

Mas a semelhança que eu quero apontar aqui não é tanto nos objetivos, e sim nas práticas. Se no War eu preciso massacrar meu oponente para vencer, na vida real eu preciso dele para crescer junto, e, às vezes, isso é mais difícil do que simplesmente obliterar o colega.

Foi por isso que durante algum tempo eu tentei manter uma atuação que privilegiasse a “política da boa-vizinhança”: amigável com todos, sempre acessível, solícito, evitando conflitos.

Porém, o que eu aprendi é que isso gerou um grande conflito interno. Eu sabia que algumas coisas estavam sendo deixadas de lado em benefício da minha intenção de nunca me indispor com colegas, mas não sabia que isso poderia se tornar uma bola de neve.

Quando me dei conta eu parecia encurralado, como na última vez em que joguei War e meu objetivo era conquistar toda a Ásia e a África, porém eu estava preso com quase todos os meus exércitos na Oceania…

Foi aí que eu resolvi pesquisar algumas estratégias de War, e no site http://tecontohistoria.blogspot.com/2012/08/war-o-jogo-da-estrategia.html encontrei muita informação útil, tanto pra minha gestão de marketing como CEO da V4 Company, como para o meu próximo jogo de War.

1. Evite confrontos diretos
2. Não perca tempo em confrontos intermináveis.
3. A psicologia conta mais do que parece

Abaixo, eu exploro estes tópicos de forma mais detalhada, explicando como consegui utilizar 3 estratégias de War no Marketing da V4 Company.

War - Grow Games Três Estratégias do jogo War que usei no Marketing V4

Estratégia 1: Evite confrontos diretos

Sempre que possível, eu entendo que seja melhor evitar o confronto direto. E por confronto direto eu quero dizer o “embate corpo-a-corpo”, a fúria aparente.

No War (e na vida real), todo mundo quer conquistar territórios. Aos poucos eu percebi que não ir com sede demais ao pote faz com que o meu inimigo consiga trabalhar comigo durante um tempo, e isso pode ser benefício para ambos.

No marketing, por exemplo, se existe um ponto de insatisfação ou de melhoria que não está sendo devidamente atendido, entrar em combate direto com o time, expondo fraquezas individuais e coletivas, geralmente não faz nenhum favor à situação.

Todas as vezes em que agi dessa forma a reação não foi a esperada – nem no War, nem no time de Marketing. Foi por isso que optei pelo que eu chamo de confronto casual.

Adereçar o problema individualmente, questionar os motivos e só então trazer o problema ao grande grupo. Isso evita frustrações e bate-bocas desgastantes, além de permitir que o “oponente” se alinhe comigo em torno de um objetivo comum – pelo menos enquanto nossas estratégias forem semelhantes.

Estratégia 2: Não perca tempo em confrontos intermináveis

É tentador demonstrar que estamos certos? Ou que a nossa teoria é a melhor? Com certeza.

Quem não gostaria de estar sempre certo que atire a primeira pedra (ou outra arma bélica mais apropriada à analogia). Mas, isso é absolutamente impossível. E mesmo que fosse, estar sempre certo provavelmente faria com que esse indivíduo ficasse estagnado. Deixasse de evoluir.

Tenho certeza que ninguém quer deixar de evoluir, portanto é preciso admitir erros e abdicar de confrontos. Essa é uma excelente maneira de evitar desgastes desnecessários que podem evoluir para confrontos intermináveis.

Sabe quando ninguém quer dar o braço a torcer e a dinâmica se torna simplesmente um empurra-e-puxa de argumentos, cada vez mais fracos – porém mais vaidosos – e não se chega a lugar nenhum?

Tanto no marketing quanto no War eu presenciei essa mesma situação inúmeras vezes. O problema não é estar errado em si, o problema é persistir no erro por ganância de acertar sempre.

Além do desgaste emocional há também o desgaste de força produtiva, ou seja, no mínimo duas pessoas que poderiam estar produzindo e estão apenas… discutindo!

Evitar esse tipo de confronto agiliza as soluções e não permite que se crie um ambiente em que a retórica elaborada vença o projeto maior a que todos estão se dedicando.

No War é mais inteligente abandonar a batalha e voltar fortalecido pra ela em algum outro momento, e creio que no marketing a ideia é a mesma.

Estratégia 3: A psicologia conta mais do que parece

O jogo de War permite inúmeras abordagens diferentes, dependendo do caminho que você optar por seguir. No marketing é a mesma coisa.

Como eu disse lá no começo deste texto, ser visto como um líder acessível sempre foi o ideal de liderança para mim, e para atingir este ideal eu estipulei algumas práticas.

Na V4 todos os times praticam semanalmente o one-on-one: um momento em que o líder conversa com os liderados num ambiente aberto a dicas, falhas, comentários, sugestões…etc.

Esses são os momentos em que eu me vejo mais perto dos meus colegas, e por isso prezo muito para que eles sejam acessíveis para todos os envolvidos.

Oferecer uma familiariedade, tanto profissional quanto pessoal, ajudou a construir uma relação de confiança com os colegas que eu não tive em outras empresas quando tentava conversar com meus líderes.

Tudo isso para que a pessoa entenda seu papel na empresa e consiga se sentir à vontade para apontar erros, melhorias e frustrações – porque elas acontecem.

Lidar com pessoas na vida real e num jogo é completamente diferente, mas acho que o paralelo é esse: em ambas as situações as alternativas são inúmeras e impensáveis quando tentamos traçá-las sozinhos: precisamos da coletividade para enxergar o todo.

É por isso que a interatividade e a troca de ideias cara-a-cara (num ambiente seguro) tendem a ser produtivas. Foi assim que os one-on-ones com meus colegas ficaram famosos pela seguinte frase proferida por mim: onde eu estou errando?

As respostas foram sempre as mais diversas. Algumas objetivas e indicando melhorias, outras omissas por falta de interesse ou de conhecimento, outras neutras, por falta de intimidade com processos.

O mais importante é que todas elas abriram caminhos para traçar estratégias de melhorias que eu pude colocar em prática.

No jogo de War você não pede sugestões aos seus oponentes, mas estuda os movimentos deles para tentar compreender quais são seus objetivos e assim visualizar um caminho vitorioso.

Quando podemos contar com a acessibilidade que a psicologia proporciona, temos uma situação muito mais fácil de lidar.

Estratégia EXTRA: nenhuma dessas estratégias é imutável

É claro que você já imaginava isso, mas não custa reforçar que: cada situação é uma e as empresas optam por oferecer ambientes diferentes às pessoas que trabalham nelas.

Dito isso vale ressaltar que saber ler bem o tabuleiro e os jogadores é a única maneira de garantir sucesso em qualquer empreitada.

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