Diferença Entre Growth Hacking e Marketing

Executar ações de marketing e de estratégia de negócio é uma coisa comum dentro de, basicamente, qualquer empresa. No entanto, existe uma diferença entre Growth Hacking e Marketing que talvez você não saiba.

Inicialmente, você pode estar se perguntando sobre a conexão entre esses termos e por que nós estamos comparando um com o outro. No entanto, com o desenvolvimento deste conteúdo você vai entender o nosso objetivo.

É bem provável que você já tenha consumido algum conteúdo que falava sobre Growth Hacking. Esse termo se popularizou nos últimos anos e muitos especialistas já o tratam como algo fundamental em uma empresa.

As tentativas de aplicar mudanças em busca do crescimento são um comportamento comum dentro de um time de marketing, mas o que é preciso para que essas mudanças se caracterizem como Growth Hacking?

Será que todo time que faz marketing também faz Growth Hacking? Por outro lado, toda estratégia de Growth Hacking também acaba sendo uma estratégia de marketing?

Essa e outras perguntas podem estar pairando sobre a sua cabeça nesse momento e eu vou tentar responder todas elas. Portanto, siga a leitura e aproveite para entender de vez a relação entre esses termos.

Diferença Entre Growth Hacking e Marketing

O que é Growth Hacking?

Antes de mais nada, é interessante que possamos entender o que é Growth Hacking, afinal, ele acaba sendo o tema central deste artigo. Naturalmente, você já sabe o que é marketing, não é?

Sendo assim, para entendermos a relação entre Growth Hacking e Marketing, precisamos compreender exatamente o que este primeiro termo significa, o que o caracteriza e até como realiza-lo na prática.

Então, Growth Hacking é uma estratégia de implementação de melhorias constantes que direcionam um processo, setor ou empresa para um crescimento escalável.

Se analisarmos a palavra por si só, podemos verificar que, em uma tradução literal, o termo significa “brechas de crescimento”.

Na prática, é basicamente isso que acontece. Fazer Growth Hacking nada mais é do que buscar constantemente por melhorias e coloca-las em prática para obter ganhos significativos e com determinada constância.

Entretanto, o que acontece é que muitos profissionais acreditam que estão fazendo Growth Hacking nas suas estratégias de marketing, porém, na realidade não estão, pois sempre acabam estabilizando as ações.

Growth Hacking é desafiador

Biologicamente, o ser humano busca sempre as suas zonas de conforto, criando hábitos e chegando sempre em estágios onde existe uma menor necessidade de esforço mental e físico.

No entanto, o Growth vai contra esse comportamento natural, buscando sempre o desconforto, a mudança e a melhoria. Normalmente, equipes que aplicam Growth de verdade nunca estão 100% confortáveis com os seus processos.

Se imaginarmos um setor de marketing tradicional, que realiza as suas ações da forma que o mercado já está acostumado e entregando resultados efetivamente, provavelmente a sua curva de crescimento será próxima de linear.

Vou trazer um pouco de matemática para o assunto. No caso de aplicar técnicas de marketing e entregar resultados efetivos, provavelmente o crescimento do negócio será em uma função ax + b.

(sugiro uma imagem dessa função)

No entanto, quando aplicamos o Growth Hacking de verdade, a linearidade dos resultados acaba sendo modificada. O objetivo desta prática é tornar o crescimento exponencial.

Com isso, o marketing como já é conhecido acaba sendo uma base para a aplicação das técnicas de Growth e a curva do gráfico de crescimento é modificada para uma curva exponencial, com uma função .

(sugiro uma imagem dessa função)

O que é preciso para aplicar o Growth Hacking?

De forma geral, Growth Hacking e marketing podem andar juntos e produzir resultados extremamente significativos para um negócio, porém, para isso, será necessário buscar incansavelmente o crescimento.

Em suma, para que uma estratégia de Growth seja colocada em prática, serão necessários 4 princípios básicos que guiarão as ações:

  • Testes;
  • Análise;
  • Automação;
  • Criatividade.

Com isso, o marketing começa a se tornar um verdadeiro laboratório de experimentos que são testados, analisados, colocados em prática ou descartados.

Cada teste deve resultar em tomadas de decisão, aplicando-os de forma mais constante ou colocando-os no Hall de Falhas. Dessa forma, uma base de conhecimento sobre as ações começa a ser criada.

Além disso, a automação se torna uma parte importante do processo. É natural que nem tudo se automatize, porém, em alguns casos isso será uma melhoria fundamental para o crescimento do negócio.

Testes

Se a sua equipe quer realmente crescer e melhorar as suas ações de marketing, e fundamental que testes sejam realizados. Dessa forma, possíveis pontos de melhoria encontrados são corrigidos, testados e otimizados.

Naturalmente, nem todos os testes funcionarão da forma como se espera, porém, a ausência deles faz com que o Growth Hacking perca a sua essência e tudo volte para o marketing de forma mais simplificada e constante.

Análise

Junto com um teste, sempre vem uma etapa de análise, afinal, se os resultados de uma tentativa não forem verificados, nunca será possível definir se ela foi efetiva ou não.

Portanto, com a mesma frequência que os testes são realizados, as análises precisam estar presentes e, junto com elas, estarão as tomadas de decisão.

O processo é cíclico, porém, necessário. Um teste é realizado, a análise é feita, conclusões são tiradas e decisões são tomadas. Dessa forma, as melhorias começam a ser implementadas de forma constante.

Automação

Inicialmente, em qualquer negócio, grande parte dos processos são realizados de forma manual. Isso acontece por vários motivos. Nem sempre a automação é necessária e, muitas vezes, ela acaba se tornando cara.

Entretanto, à medida que um negócio cresce, a quantidade de demandas para o time de marketing aumenta e, com isso, surge a necessidade de automatizar ações.

Dessa forma, o Growth Hacking também trabalhará no encontro de brechas que precisam de automatização e na aplicação das mesmas. Dessa forma, obtém-se ganho de tempo e de recurso, otimizando as ações como um todo.

Criatividade

Por fim, o aspecto que é verdadeiramente o coração do Growth Hacking. É a criatividade que mantém esse espírito vivo. Isso porque detectar problemas nem sempre é difícil, mas encontrar soluções exige criatividade.

Além disso, a criatividade aliada à disciplina será fundamental para que as melhorias se mantenham contínuas e a curva de crescimento não volte à linearidade que é comum no marketing.

Growth Hacking é mindset

Apesar de parecer uma frase de coach e que, quando aparece “mindset” as pessoas costumam dar um passo atrás, o Growth Hacking é exatamente isso.

Um time sem a mentalidade de Growth acaba não conseguindo manter a disciplina da busca por melhorias. Falo sobre isso na prática, buscando sempre a escala e o crescimento exponencial.

Pode ser que o marketing cresça, busque melhorias e as aplique, porém, com uma velocidade e uma constância que não é suficiente para o Growth Hacking.

Devo parar de fazer marketing e partir para o Growth?

Naturalmente, não.

Como citamos previamente, é extremamente comum que as empresas façam marketing e não Growth. Isso porque é comum entrarmos em “mais do mesmo” quando encontramos formatos de comunicação que dão resultado.

À medida que encontramos uma forma de realizar determinada ação e percebemos que ela entrega resultados, entendemos que esse é o formato ideal e o tornamos intocável, pois já foi testado e comprovado.

Isso é marketing, não Growth. Para que este tipo de ação se torne Growth é preciso pegar tal ação que deu certo e implementar mais melhorias sobre ela, de forma cíclica e infinita.

No entanto, não é porque você faz Growth que deve deixar de lado a linearidade do marketing. É ela quem dará a segurança necessária para que as suas melhorias sejam implantadas e o crescimento seja obtido.

Existe marketing sem Growth, mas não existe Growth sem marketing

Marketing sem Growth é sinônimo de linearidade e constância. Normalmente, os resultados construídos são colhidos no longo prazo, de forma segura, consistente e até que recompensadora.

No entanto, para que o marketing se torne Growth, é preciso uma base sólida, que garanta que as melhorias não vão colocar nada a perder.

Na prática, o marketing estabelece uma linha “mínima” que não pode ser ultrapassada. Assim, o time ganha confiança e segurança para realizar os testes e colocar em prática o que acha necessário dentro das ações de Growth Hacking.

Growth Hacking está só no marketing?

Definitivamente não. Uma empresa que implementa a mentalidade de Growth Hacking na sua equipe acaba tendo um crescimento significativo em todos os setores.

Implementar melhorias de forma constante e cíclica é algo que pode ser aplicado em qualquer time. Algumas empresas, inclusive, criam funções específicas de Growth Hacker, que se tornam cientistas do negócio.

De forma geral, cada time e cada processo é estudado e analisado. Possibilidades de melhoria são sugeridas e testadas. O que funciona se torna padrão e o que não funciona é descartado.

Conclusão

A necessidade de se reinventar é uma constante, principalmente no marketing, atualmente. Com isso, torna-se necessária a aplicação da mentalidade de Growth Hacking nas ações.

Contudo, transitar entre o que é Growth e o que é marketing é natural para os negócios que ainda não tem esse processo bem implementado.

É papel da gestão garantir que, cada vez mais, os times tenham o Growth Hacking intrínseco no marketing e os resultados entregues sejam cada vez mais escaláveis.

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