Como Analisar a Performance de Uma Arte

performance de uma arte

Foi-se o tempo em que o design era analisado apenas do quesito estético. Atualmente, principalmente no marketing, medir a performance de uma arte é algo fundamental para o sucesso de uma ou mais campanhas.

Entretanto, o design talvez seja um dos aspectos mais difíceis de ser analisado, por envolver muito mais fatores do que os números de uma campanha de tráfego pago, ou as métricas de um envio de e-mail.

Quando criamos algo, principalmente visual, colocamos muito de nós na tela. Um designer expressa sentimento, comunica o que é necessário e, ao mesmo tempo, imprime um pouco da sua personalidade em cada criação.

Mas como separar o designer da sua arte e, ao mesmo tempo, como avaliar a performance de uma arte de forma objetiva e construtiva para um bem maior, como uma campanha de marketing?

Essa dúvida paira sobre a cabeça de grande parte dos profissionais de marketing e as respostas podem aparecer de várias formas. O mais importante é entender alguns aspectos que guiam qualquer ação, incluindo o design.

Neste artigo, vamos abordar as principais métricas que guiam o sucesso do design, assim como veremos algumas formas de analisar as criações de forma analítica e voltada para o desempenho.

Como Analisar a Performance de Uma Arte

Design não é algo visual

Frase contraditória para prender a sua atenção e te fazer pensar sobre o que realmente é design. Na realidade, o design não é algo SOMENTE visual. Fazer algo bonito não é o mesmo do que fazer algo bom.

O fato de criar peças gráficas “bonitas” é algo extremamente subjetivo e que vamos abordar mais pra frente, porém, é preciso ressaltar que design é sobre resolver problemas.

Ao planejar uma campanha de marketing, os profissionais imaginam diversos tipos de criativos. Sem exceção, todos possuem um propósito e tem o objetivo de comunicar algo.

Logo, antes de pensar no aspecto estético, é preciso entender se os objetivos daquela arte foram atingidos. De nada adianta criar algo extremamente agradável esteticamente, porém, que não comunica nada.

A performance de uma arte não é sobre você, é sobre o seu público

Ao criar uma comunicação para as mídias sociais, um dos principais erros das marcas é criar algo que agrada ao dono da empresa, ou aos envolvidos com o planejamento das campanhas.

Lembre-se que são raros os casos em que você é a persona da sua marca. Portanto, a empatia deve se sobrepor ao ego. Antes de pensar no que você gostaria, lembre-se que a criação deve agradar ao seu público.

Você pode detestar criações que unam o verde e o vermelho em um mesmo plano, porém, se o seu público pede vermelho e verde, você tenderá a atender às necessidades solicitadas.

É claro que o exemplo das cores é figurativo. Normalmente o aspecto está mais ligado a estilos e formas de comunicar do que a cores especificamente.

Analisando a performance de uma arte

Certo, agora que entendemos que falar sobre arte e design não é o mesmo que falar sobre estética, vamos ao que realmente interessa: como analisar a performance de uma arte.

Entretanto, vamos separar esse processo em duas etapas. Uma deve ser realizada antes da criação, enquanto a outra acontece depois de o material ter sido publicado.

A necessidade dessa separação se dá para que o designer consiga criar de forma orientada ao que o material pede. Quando a primeira parte não é bem feita, dificilmente a segunda funcionará.

Etapa 1: Pré-criação

A pré-criação se resume, basicamente, ao briefing das peças que deverão ser criadas. Para quem ainda não está familiarizado, o briefing é o documento onde todas as informações são solicitadas para a criação.

Dentre as informações, podemos destacar alguns tópicos que serão essenciais para que o designer execute a sua tarefa de forma assertiva. Confira.

Objetivo do material

O primeiro passo para qualquer criação é a definição do seu objetivo. Ao imaginar a criação para mídias sociais, por exemplo, uma única publicação pode ter diversos objetivos diferentes.

Criar uma publicação que tem o objetivo de gerar conexão com o público, ou engajamento, é totalmente diferente de algo voltado para a conversão, por exemplo.

Isso é uma coisa que deve estar muito clara para o designer. Dessa forma, a criação será direcionada para o objetivo descrito.

Persona

O segundo aspecto é algo constante em qualquer ação de marketing. Entender a persona é fundamental para que a performance de uma arte seja potencializada.

Entender o público e as suas nuances é fundamental para determinar o estilo, a comunicação, as fontes e até a quantidade de texto presente nas criações. Tudo isso influenciará no desempenho das peças.

A forma como as pessoas consomem os conteúdos criados é diferente para cada perfil de cliente. Portanto, entenda a relação que a sua marca tem com os seus consumidores e crie algo direcionado a esse público.

Copywriting

Por fim, o terceiro ponto importante na pré-criação é a forma como a marca se comunica com o seu público. Depois de entender a persona, é interessante olhar para dentro de casa e entender como você quer interagir com ela.

Diferentes marcas se relacionam de forma diferente com o seu público. Enquanto alguns players são mais enérgicos e menos formais, outros preferem um aspecto mais profissional e que transpassa maior formalidade.

Dificilmente um estará certo ou outro errado. Tudo isso depende de como a marca se posiciona e a forma como se relaciona com o seu público.

Além disso, o conceito de copywriting aliado ao design também está relacionado aos gatilhos que serão utilizados para reter a atenção das pessoas a serem atingidas.

Tudo isso precisa estar claro. Dessa forma, os profissionais responsáveis pela criação terão o direcionamento perfeito para criar peças de alta performance.

Etapa 2: pós-publicação

Depois das peças criadas e do conteúdo publicado, é chegada a hora de analisar a efetividade de tais materiais nas campanhas. Com isso, surgem novos aspectos a serem verificados.

Todavia, é sempre importante destacar que nenhum material gráfico é veiculado de forma isolada. Normalmente, complementos textuais são empregados e tudo isso também interfere no resultado.

No entanto, principalmente nas mídias sociais, é a arte que aparece em primeiro plano e capta a primeira atenção dos usuários. Portanto, normalmente a peça gráfica é a primeira a chamar ou não a atenção de quem é impactado.

Sem mais delongas, vamos às principais métricas que traduzem a performance de uma arte.

Analisando o objetivo do conteúdo

O primeiro passo é sempre analisar se o objetivo do conteúdo foi alcançado ou não. Por exemplo, se o objetivo de determinada arte era a venda de um produto, essa é a métrica principal a ser verificada.

De nada adianta uma arte gerar engajamento ou qualquer outro tipo de recompensa com a sua publicação se o seu objetivo não for alcançado.

Se o objetivo era vender, sua mente deve estar direcionada ao fato que curtidas não pagam boletos e não compram pão. Porém, se o objetivo era gerar engajamento e o mesmo foi alcançado, a arte deve receber seus méritos.

No entanto, além do objetivo principal, também é interessante analisar alguns fatores secundários, que não dizem exatamente sobre o sucesso ou insucesso da criação, mas contam um pouco mais sobre a sua efetividade.

Engajamento

Apesar de ser considerada uma métrica de vaidade, na maioria das vezes, por não exprimir nenhum tipo de retorno financeiro para a marca, o engajamento pode auxiliar a analisar a performance de uma arte.

Criar conteúdos que gerem conexão, que despertem a atenção do público e que o faça curtir, comentar ou compartilhar é algo que tem o seu valor, já que fortalece o posicionamento digital do seu negócio.

É sempre necessário tomar cuidado para que este tipo de métrica não tire o foco do objetivo das ações de marketing, porém, é interessante entender se algum engajamento está sendo gerado.

Normalmente, é o engajamento que antecede a conversão, portanto, se você não consegue engajar o seu público através das criações, dificilmente conseguirá fazê-los converter em clientes.

O que fazer após a análise?

Marketing é feito de testes, portanto, não se prenda a uma tentativa em hipótese alguma, para qualquer tipo de material. Se você fez uma campanha e já analisou os seus resultados, chegou a hora de fazer mais testes.

Mantenha aquilo que deu certo e modifique/aprimore o que precisa de melhorias. O mais importante é manter o progresso e a evolução do que é criado.

Além disso, é sempre importante ressaltar que materiais escritos e gráficos são veiculados em conjunto, portanto, é importante testar para saber o que especificamente está engajando as pessoas e o que não está.

Se uma arte não teve a eficácia necessária, analise a sua estrutura, o texto que a acompanhou, a linguagem utilizada e tente encontrar os pontos que precisam de melhoria.

Após isso, realize as otimizações e coloque os materiais para rodar novamente. Somente dessa forma será possível encontrar a comunicação ideal e alcançar os objetivos planejados.

Conclusão

Com todos os aspectos esclarecidos, é sempre importante destacar que design não é somente visual e que você sempre precisará analisar a performance de uma arte de forma analítica e empática, nunca subjetiva.

A grande dificuldade das pessoas está na hora de separar os gostos pessoas do que realmente pode dar certo.

Faça testes, mude, melhore e busque sempre o foco nos objetivos definidos. Desta forma a sua equipe terá um norte para seguir e a análise dos resultados será sempre mais fácil.

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