THE GREATEST OR NOTHING – SEJA O MELHOR

No mundo empresarial, existem diversos tipos de empresa, um exemplo delas é a que se contenta com o seu patamar e se preocupa em mantê-lo. Entretanto, outra mentalidade é o que chamamos de The greatest or nothing.

Este modo de pensar, que significa ser “o maior ou não ser nada”, está diretamente ligado à forma como a V4 se posiciona e como busca os resultados para os seus clientes.

Entretanto, nem tudo são flores e, como citado acima, nem todos os negócios pensam dessa forma. Sendo assim, o mercado se movimenta de uma forma que o topo se tornou transitório, ninguém está lá para sempre.

A prova disso são empresas que dominaram o mercado mundial do seu segmento por muito tempo, porém, por diversos motivos, foram engolidas por outros negócios menores e emergentes.

Os motivos para escalada de uns e a queda de outros são muitos, porém, o principal deles é a falta de inovação. É exatamente a inovação que a mentalidade The greatest or nothing busca constantemente.

Neste artigo, vamos te contar um pouco sobre o que é inovação e algumas crenças relacionadas a ela. Da mesma forma, citaremos alguns casos de empresas gigantes que declinaram por conta da falta de inovação.

O que é inovação?

Provavelmente, o conceito de inovação que você possui, ou já possuiu, é a ideia de uma criação revolucionária, que transforma o mercado como um todo e entrega uma solução nunca antes pensada.

Todavia, a inovação não é somente isso. Além de criar algo novo e disruptivo, pessoas e empresas inovadoras também otimizam atividades e produtos já entregues atualmente, tendo como foco, muitas vezes, o ganho em escala.

Se te perguntam sobre um case de inovação, provavelmente você pensará nas empresas que estão no topo do mercado digital, como Facebook, Netflix, Spotify, entre outras.

Porém, se analisarmos cada um desses cases, podemos perceber que nem sempre a solução foi criar algo que não existia, como é o caso da Netflix. Por exemplo, Mark Zuckerberg criou uma rede social, algo que já existia.

Mas como o Facebook explodiu no mercado e por que ele se destacou, tomando o espaço que era de outros gigantes, como o MySpace e o Orkut. Este último da Google, uma das maiores empresas do mundo, atualmente.

Para entendermos a inovação entregue por estas soluções citadas, precisamos compreender um conceito básico: a diferença entre inovação e invenção.

Invenção x inovação

Estes conceitos são comumente confundidos e isso é um equívoco, já que nem toda invenção é uma inovação.

Para ser mais claro, é preciso entender que invenção é a criação de algo, porém, sem a necessidade de validação ou de aplicação real daquilo que se foi inventado.

A prova disso é que, na história, existem milhares de invenções que não vingaram, muito por conta da não aceitação do mercado e, também, por serem algo que não resolvesse alguma necessidade das pessoas.

Já a inovação é uma invenção que resolve problemas e foi aceita pelo mercado como algo inovador. Nesse caso, a aplicabilidade da inovação a torna atrativa, sendo algo totalmente novo ou uma melhoria de algo que já existe.

The greatest or nothing: entendendo casos como Netflix e Facebook

Para compreender melhor os tipos de inovação, os cases da Netflix e do Facebook são perfeitos como exemplos de tipos diferentes de inovação, um criou algo novo e outro melhorou algo existente.

Sem dúvidas, estas duas empresas tinham, na sua essência, a mentalidade The greatest or nothing, pois entraram no jogo com o objetivo de dominar, não apenas para compor um mercado competitivo e acirrado.

Enquanto a Netflix entrou com uma solução totalmente disruptiva, enterrando empresas de locação de filmes e criando uma forma melhor e mais barata de consumir conteúdo de entretenimento, o Facebook não criou algo do zero.

A rede social de Mark Zuckerberg entrou no mercado quando este era dominado por outras plataformas similares, entregando inovações menores, porém, que transformavam a experiência do usuário.

O resultado? Ambas as empresas citadas se tornaram líderes no seu nicho de mercado, inovando e fazendo com que as suas propostas inovadoras fossem aceitas e consumidas pelo público em geral.

Grandes empresas que não inovaram e faliram (ou quase)

Como já era de se esperar, nem todas as empresas no mundo inovaram nos seus segmentos, porém, mais grave que não inovar é não acompanhar o mercado quando outros negócios inovam e saem na frente.

É sobre essas empresas que vamos falar a seguir: negócios que não seguiram inovando e não acompanharam o seu nicho quando uma novidade se mostrou promissora e começou a cair no gosto dos clientes.

Blockbuster

Para quem não conhece, a Blockbuster foi, durante muitos anos, a maior rede de locadoras de filmes e jogos do mundo. Seu modelo de negócio consistia em lojas físicas que possuíam inúmeros títulos em suas prateleiras.

A falta do olhar inovador fez com que, em 2010, a empresa declarasse falência. Mas como uma gigante poderia quebrar? A resposta está na transformação digital, ignorada pela empresa.

Ainda quando era uma referência no mercado, em 1997 a Blockbuster ganhou uma concorrente diferente. Uma tal de Netflix entrava no mercado com um serviço de entrega de filmes a domicílio.

A percepção desta nova empresa era diferente, seu olhar estava nas necessidades do cliente e no que era preciso para se tornar líder no seu segmento, uma mentalidade The greatest or nothing.

Em 2008, a Netflix inicia a sua transição para o digital, implementando uma solução com um catálogo on-line de filmes e produções de entretenimento e tornando as locadoras físicas obsoletas.

A ascensão da marca foi meteórica. Em 2010, sua plataforma já acumulava 16 milhões de adeptos, fazendo com que o mercado se voltasse para o digital e causando a falência de concorrentes, inclusive a gigante Blockbuster.

A Netflix causou a falência da Blockbuster?

Esse é o pensamento mais comum, porém, não é exatamente esse o pensamento correto. São muitos os fatores que mostram que o culpado pela quebra da gigante de locação é ela mesma, não a Netflix.

O primeiro ponto é que, ao perceber uma mudança no comportamento do consumidor, era dever da Blockbuster se adequar ao mercado e acompanhar a evolução das soluções entregues.

Já o segundo ponto é ainda mais curioso. Em 2000, a Netflix foi oferecida para a Blockbuster, porém, sua compra foi recusada pelo fato de o CEO da locadora achar a proposta de US$ 50 milhões muito cara.

Analisando estes dois fatores, fica claro que grandes empresas que entram em decadência têm como principal motivador o fato de ignorar o mercado e as suas transformações.

Para tornar esta análise ainda mais concreta, vamos a mais um caso de multinacional que teve o seu negócio posto a prova por conta de não acompanhar o mercado e as suas transformações.

Kodak

Fundada em Nova York, a Kodak foi, durante muito tempo, líder mundial no mercado de câmeras e filmes fotográficos. O seu crescimento se deu, inclusive, por conta da inovação entregue pelos seus rolos armazenadores de fotos.

Enquanto o mercado de fotografia dependia de placas de difícil manuseio e com alta sensibilidade, a Kodak chegou com a proposta dos filmes, uma disrupção que a tornou referência mundial.

Todavia, a digitalização das imagens chegou ao mercado e este foi um dos principais fatores para o seu declínio. Entretanto, o que é mais surpreendente é que a primeira máquina fotográfica digital foi patenteada pela própria Kodak.

Em 1975, a gigante norte-americana produziu uma máquina capaz de tirar fotografias digitais, porém, a iniciativa foi suprimida por conta da ameaça que representava para os filmes, carro chefe da Kodak.

Mas o mercado não foi suprimido como um todo e, com o tempo, uma concorrente asiática, a Fujifilm, começou a ganhar espaço. A chave para esta virada foi, obviamente, as câmeras digitais.

A falência foi responsabilidade da própria Kodak

Assim como no caso da Blockbuster, a grande culpada pelo seu fracasso foi a própria Kodak, que negligenciou a novidade criada pelo se engenheiro Steven Sasson e foi engolida por um mercado emergente.

Na contramão da norte-americana, estava a Fujifilm, que possuía em sua essência a mentalidade The greatest or nothing e dominou o mercado de câmeras digitais durante muito tempo.

Aos poucos, de forma consideravelmente rápida, a Kodak foi perdendo espaço, reduzindo faturamento e, quando tentou reagir, já era tarde demais. O resultado foi a falência do negócio.

Inovar e acompanhar o mercado

É interessante analisar que não são somente as empresas pioneiras na inovação que conseguem crescer nos seus segmentos. Assim como a Netflix, outras empresas entenderam a transformação e aproveitaram a oportunidade.

O segredo está na leitura do comportamento do consumidor e das necessidades que surgem. Mesmo não sendo a primeira, a Amazon, por exemplo, também ganhou força com a solução Amazon Prime Video.

Conclusão

A mentalidade The greatest or nothing é uma realidade no mercado mundial, não somente para grandes negócios. Analisar constantemente o mercado é uma necessidade que faz parte das empresas atuais.

Se as transformações foram capazes de falir grandes empresas, com negócios menores as consequências são ainda mais rápidas.

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