O que a Internet Tem a Ver com o BOOM Logístico Pós Pandemia?

A pandemia do novo coronavírus impactou todos os setores da economia mundial. Entretanto, entre tantos segmentos, o boom logístico pós pandemia foi uma das principais transformações do mercado.

A análise deste fenômeno passa por diversos fatores e, entre eles, a mudança do comportamento do consumidor foi um dos principais. Com o distanciamento social, o hábito de consumir on-line foi favorecido e isso foi fundamental.

Entretanto, nem tudo são flores e o setor, no Brasil, passou por algumas dificuldades, principalmente no início do período pandêmico. A desaceleração da indústria e do comércio foram influenciadores nesse período difícil.

A dificuldade foi percebida no primeiro semestre de 2020, porém, a adaptação precisou ser rápida para absorver uma demanda massiva que surgiu com o fortalecimento do e-commerce.

Por isso, nesse artigo, analisaremos os impactos da pandemia na logística brasileira e como surgiu o boom logístico pós pandemia, fator que exigiu uma adaptação extremamente rápida das empresas de transporte no país.

Impactos iniciais da pandemia no setor logístico

Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde decretou o estado de pandemia por conta da proliferação massiva do coronavírus por todo o mundo. Com isso, o Brasil, assim como outros países, tomou medidas rápidas de prevenção.

O objetivo das medidas, que aplicaram restrições à população como um todo, era reduzir a propagação do vírus e possibilitar a ação do sistema de saúde, de forma controlada, no tratamento das pessoas infectadas.

O resultado foi o fechamento do comércio em grande parte do país, a desaceleração do comércio exterior (importação e exportação) e o surgimento de um problema: o que as empresas de logística entregariam?

Falta de matéria prima

Desde os últimos meses de 2019, a China já enfrentava a covid-19 e lutava contra diversos problemas, entre eles, o fechamento de indústrias e a falta de produção para exportação, principalmente de matéria prima.

Com isso, indústrias do mundo todo foram impactadas e começaram a enfrentar problemas relacionados à produção, que precisou desacelerar e, até mesmo, parar parcial ou completamente.

Seguindo a cadeia de suprimentos, quando a indústria para, o setor logístico começa a desacelerar, haja vista que diminui a demanda de entrega de produtos para todo o território nacional.

Este foi um dos primeiros impactos na logística como um todo. A indústria enfraquecida começou a produzir menos, a demanda de transporte foi menor e tivemos um dos maiores índices de veículos de transporte parados da história.

Comércio fechado

Na outra ponta estava o consumidor final, que também enfrentava dificuldades de consumo, já que nem todos os setores estavam com disponibilidade de produtos e as compras também sofreram desaceleração.

Desta forma, alguns setores específicos que dependem de logística para entregar mercadorias, mesmo que compradas de forma presencial, também foram impactados e tiveram que se reinventar.

O retorno da indústria e o boom logístico pós pandemia

Passados os primeiros meses de pandemia, a indústria chinesa começa a retomar a produção e o comércio internacional volta a funcionar melhor. Com isso, a indústria volta a produzir em maior volume.

Entretanto, no Brasil, as medidas de isolamento social se mantêm e o consumidor ainda não consegue comprar os produtos que deseja de forma presencial, resultando em um crescimento no comércio on-line.

O consumo pela internet ganha força através do e-commerce

Quem já comprava on-line, aumentou o volume de aquisições e, por outro lado, aqueles que não possuíam esse hábito o adquiriram. As vendas on-line cresceram de forma significativa no mundo todo.

Para se ter uma ideia, o crescimento estimado na América Latina, no mês de julho de 2020, segundo pesquisa da PayU, foi superior a 50% para compras on-line.

Seguindo um raciocínio lógico, se as pessoas estão comprando mais de forma on-line, surge uma grande demanda repentina pela entrega desses produtos. Além do volume, o consumidor se tornou ainda mais exigente.

Necessidade de aprimoramento e transparência nos processos

É nítido que o setor logístico não estava preparado para a alta demanda de vendas on-line. Tanto empresas de transporte quanto os e-commerces começaram a enfrentar problemas para gerenciar as entregas.

Em pouco tempo, o Procon de São Paulo já registrava um aumento de 208% no número de reclamações para compras on-line. A grande maioria delas reportava atrasos na entrega dos produtos encomendados.

O boom logístico pós pandemia exigiu uma modernização no feedback dado ao cliente durante o transporte e também levou as empresas a adotarem diferentes métodos de entregar os produtos.

Modernização do feedback

Em casa, com uma quantidade menor de tarefas para fazer durante o dia, os clientes se viram ainda mais ansiosos para receber as suas encomendas. Para evitar problemas ainda maiores, o setor logístico precisou agir.

Novas tecnologias de rastreamento foram implantadas, mensagens automáticas ao cliente foram desenvolvidas e o setor de tecnologia recebeu uma grande demanda das empresas de transporte.

A automatização era necessária, as empresas não poderiam deixar seus clientes em casa sem notícias dos seus produtos, tendo em vista que os prazos de entrega estavam mais altos que o normal.

Variação nas formas de entrega

Com o boom logístico pós pandemia, as lojas on-line precisaram variar as metodologias de entrega, principalmente as maiores do mercado nacional. A primeira metodologia fortalecida foi a retirada na loja.

Para agilizar a entrega, lojas como a Magazineluiza criaram pequenos estoques distribuídos pelas suas unidades em todo o Brasil. Isso fez com que a agilidade das entregas aumentasse consideravelmente.

Além disso, métodos de transporte por meio de terceiros também foram adotados. Várias empresas de logística começaram a utilizar um serviço que se assemelha ao Uber, porém, para entregas de produtos.

Motoristas terceirizados começaram a utilizar um sistema próprio que os permitia fazer entregas em uma região de atuação, melhorando o fluxo de mercadorias e tornando o transporte mais rápido.

Enfim, o setor logístico se reinventou e precisou se transformar para atender à demanda do mercado.

Compartilhamento de centros de distribuição

A pandemia também fortaleceu o colaborativismo na gestão dos centros de distribuição. Enquanto algumas empresas estavam com espaço ocioso nos seus CDs, outras precisavam encontrar melhores formas de armazenar suas entregas.

Com isso, alguns CDs começaram a ser utilizados por mais de uma empresa, que otimizavam os seus custos e, também, o espaço dos seus barracões. Essa prática foi benéfica e gerou um ganho para boa parte do mercado.

Além disso, em regiões que determinadas empresas não possuíam centro de distribuição, o armazenamento se tornou possível e uma nova organização das entregas pôde ser implantada.

A mudança no comportamento do consumidor

Como mencionado anteriormente, quem comprava on-line antes da pandemia manteve o hábito, tendo a sua prática se tornado ainda mais frequente e, quem não comprava, passou a fazer por conta da necessidade.

No entanto, esse hábito agradou os consumidores como um todo e a comodidade passou a fazer parte da rotina dos mesmos. Com isso, provavelmente o mercado on-line não deve desacelerar tanto.

Naturalmente, algumas práticas presenciais serão retomadas, porém, o boom logístico pós pandemia tende a se manter, pois os e-commerces continuarão a vender em grande volume, independentemente do segmento de mercado.

O que esperar da logística daqui pra frente?

As mudanças na logística, impostas pela pandemia, foram absorvidas pelo mercado, entretanto, as modernizações não devem parar por aí. Os consumidores se tornarão cada vez mais exigentes.

Com isso, as empresas precisarão seguir as transformações e aquelas que não acompanharem o mercado tendem a ficar para trás. O boom logístico pós pandemia foi benéfico para o consumidor e também para as empresas.

Logística omnichannel

Esta foi uma transformação necessária para atender à demanda pós pandemia e será, cada vez mais, fortalecida. Os novos métodos de entrega, como a terceirização com motoristas, devem ganhar força.

Além de serem mais baratos, também movimentam a economia e atribuem à população uma nova forma de renda, agindo na contramão do desemprego que se criou durante a crise.

Colaborativismo fortalecido

Enquanto muitas empresas se enfraqueceram e fecharam, outras buscaram nos seus concorrentes uma forma de crescimento conjunto. Os CDs compartilhados são uma ação que pode fortalecer os movimentos de ajuda entre as empresas.

Diversos processos geram custos operacionais altos e acabam encarecendo a entrega para o consumidor. Entretanto, com o compartilhamento de despesas e otimização de custos, a lucratividade pode aumentar e o custo ser reduzido.

Internet cada vez mais forte

Grande parte dos segmentos de mercado entraram no mercado digital, ficando de fora apenas os segmentos que não possuem viabilidade na venda on-line. Com isso, a logística se torna um agente fundamental.

A tendência é que a demanda aumente de forma constante, fortalecendo o setor como um todo e seguindo a tendência que só foi acelerada pelo boom logístico pós pandemia.

Conclusão

O crescimento do mercado logístico como um todo é uma tendência não muito complexa de se perceber. Estarão na frente as empresas que melhor se adaptarem ao boom logístico pós pandemia.

Naturalmente, o mercado sofrerá uma espécie de seleção natural, afinal, as empresas que não aderirem às transformações estarão tendendo ao fracasso.

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