V4 Company
23 de junho de 2026
O mercado de proteínas explodiu globalmente, saltando de US$ 24,49 bilhões em 2024 para uma projeção de US$ 32,42 bilhões até 2029. No Brasil, o consumo de whey protein cresceu 25% entre 2021 e 2023, enquanto o colágeno registrou expansão de 167% entre 2015 e 2020, consolidando as proteínas como protagonistas do setor de bem-estar.
A Covid-19 foi um divisor de águas na forma como os brasileiros se relacionam com a saúde. Em 2020, com as academias fechadas e a preocupação com imunidade em alta, o mercado de proteínas viveu um momento de virada. O whey protein, antes presente quase só no universo das academias, ganhou espaço nas casas de milhões de pessoas que buscavam fortalecer o corpo durante o isolamento.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), o consumo de whey protein aumentou 25% entre 2021 e 2023. Não foi apenas uma moda passageira. A pandemia criou uma consciência coletiva sobre autocuidado que permaneceu mesmo após a reabertura das academias. As pessoas entenderam que investir em saúde é necessidade.
O mercado global de proteínas movimentou US$ 24,49 bilhões em 2024, com projeção de chegar a US$ 32,42 bilhões até 2029, segundo a Mordor Intelligence. Esse crescimento de mais de 30% em apenas cinco anos revela um setor em plena expansão, impulsionado por consumidores cada vez mais conscientes sobre nutrição e longevidade.
Esse avanço representa uma grande oportunidade para empresas do setor de saúde e alimentação. Clínicas, academias, restaurantes e marcas de alimentação saudável podem se beneficiar ao adaptar seus produtos e serviços a um público que valoriza mais a nutrição e o bem-estar. De cardápios com maior teor de proteínas a parcerias com marcas de suplementação, há um espaço crescente para negócios que saibam unir conveniência, sabor e propósito em torno de uma vida mais equilibrada.
O interesse em aumentar a ingestão de proteínas ultrapassou as academias e passou a fazer parte da rotina alimentar de muitas pessoas. Incluir mais carne nas refeições, adicionar ovos aos lanches e optar por bebidas à base de leite, seja de origem animal ou vegetal, tornou-se algo comum entre quem busca mais disposição e bem-estar no dia a dia.
Essa mudança de comportamento deu origem a um novo perfil de consumidor. Já não são apenas fisiculturistas ou atletas profissionais que procuram proteínas, mas pessoas comuns, interessadas em ter mais energia, dormir melhor, controlar o peso e viver por mais tempo com saúde. Esse público diverso exige estratégias de marketing digital mais segmentadas, com mensagens que se conectem de forma autêntica com cada estilo de vida.
Com a popularização das proteínas, surgiu um fenômeno preocupante: o consumo indiscriminado baseado em dietas personalizadas por inteligência artificial ou copiadas de influenciadores fitness. A Revista de Saúde Pública publicou um estudo alertando que a dieta brasileira, em geral, já contém níveis adequados de proteína, inclusive entre as faixas de menor renda.
Esse cenário apresenta um desafio e uma oportunidade para empresas do setor. O desafio está em evitar a criação de necessidades artificiais que podem prejudicar a saúde dos consumidores. A oportunidade está em educar o mercado, posicionando-se como referência confiável e responsável. Marcas que investem em conteúdo educativo e transparência constroem relacionamento de longo prazo, fundamental para o customer success.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece recomendações claras sobre a ingestão diária de proteínas, de acordo com o perfil de cada pessoa:
Essas diretrizes são fundamentais para empresas que querem construir autoridade no mercado. Um plano de marketing sólido precisa equilibrar persuasão e responsabilidade, mostrando ao consumidor quando a suplementação é realmente necessária. Marcas que adotam essa postura transparente criam diferenciação competitiva em um mercado saturado de promessas exageradas.
Enquanto o whey protein dominou a primeira onda do boom das proteínas, o colágeno protagoniza o segundo ato. O mercado global movimentou US$ 9,9 bilhões em 2024, com projeção de atingir US$ 18,7 bilhões até 2030, segundo a Grand View Research. No Brasil, a ABIAD registrou aumento de 167% no consumo entre 2015 e 2020.
O colágeno se tornou a nova estrela do bem-estar ao expandir o conceito de proteína para além das academias. O que antes estava ligado à performance física passou a representar cuidado com a pele, as articulações e o envelhecimento saudável. Com isso, a indústria atraiu um público mais amplo, interessado em qualidade de vida e prevenção.
O sucesso dessa tendência está na clareza da mensagem. Ao mostrar que a produção natural de colágeno diminui a partir dos 30 anos, as marcas ofereceram uma solução prática e acessível. Suplementos, vitaminas e cosméticos passaram a simbolizar autocuidado e autonomia. Marcas que compreendem as motivações do consumidor e oferecem soluções relevantes fortalecem sua reputação e constroem relações duradouras.
O mercado de proteínas provou que, com estratégia clara e execução consistente, é possível criar movimentos bilionários a partir de necessidades reais.
Sua empresa está pronta para aplicar esses princípios?
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